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Autoinvestigação: um caminho para a prosperidade e abundância

Há 17 anos atrás eu estava participando de um processo seletivo, e na ocasião, o recrutador me perguntou: “você se conhece?” Eu prontamente respondi que sim, que me conhecia muito bem. Atualmente, se me fizerem essa mesma pergunta eu provavelmente irei responder: “eu já caminhei bastante em meu processo de autoinvestigação, mas a cada dia que passa eu percebo que existem camadas ainda profundas que eu ainda não fui capaz de acessar”. 

O processo de autoinvestigação é contínuo, ininterrupto, profundo. Não existe uma receita de bolo, pois cada pessoa é um universo particular, estratégias que funcionam para uns podem não funcionar para outros.

Mas se a autoinvestigação requer tempo e dedicação, por que devemos investir em aprofundá-la? O que ganhamos com nossos “mergulhos” autoinvestigativos? Quais diferenciais esta busca nos traz? E como ela pode nos ajudar a ter uma vida mais plena e feliz? É justamente para responder a estas perguntas, pelo menos em parte, que eu escrevi esse artigo.

A minha experiência me mostrou que o sucesso e a satisfação pessoal e profissional estão intimamente relacionados a quanto nos conhecemos, “dominamos” a nós mesmos e assumimos a responsabilidade por nossa vida, nossas escolhas e nossos resultados. 

Quando temos baixo autoconhecimento e baixa consciência emocional, o caminho mais fácil para justificar nossos insucessos é culpar os outros, as circunstâncias, tudo o que é externo, ao invés de assumirmos a responsabilidade pelo que nos acontece.  Ao contrário, quando conhecemos nossas forças, nossas fraquezas, nossos motivadores reais e sabotadores, nossas crenças limitantes e possibilitadoras, fica mais fácil enxergar por quê atraímos abundância ou escassez; relacionamentos fluídos ou tóxicos; sucesso ou fracasso; prosperidade ou infortúnio. E o primeiro passo para transformar o que nos cerca, é reconhecer o que nos trouxe até aqui. Neste sentido, precisamos olhar para todas as nossas “partes” que já estão alinhadas com a prosperidade e abundância, pois já temos muita coisa do que nos orgulhar; mas também olhar para aquelas outras “partes” que ainda vibram na dificuldade e na escassez, compreendendo o quanto ainda precisamos ressignificar as nossas crenças, olhar para os nossos motivadores reais e para tudo aquilo que limita o nosso potencial de ter a vida e a carreira que queremos e merecemos. 

Quem conhece a si mesmo tem mais chances de investir tempo e energia no que realmente importa e explorar seus dons e talentos de forma mais eficiente, gerando resultados prósperos e sustentáveis.

Você já se observou em projetos e/ou situações em que você até alcançou um bom desempenho, mas ao final, você se sentiu exausto e/ou não completamente feliz? 

Quando investimos em autoconhecimento, tornamo-nos mais hábeis em escolher projetos e desafios alinhados a nosso propósito de vida, bem como mais hábeis em escolher papéis e responsabilidades alinhados ao que podemos fazer melhor do que qualquer um. Se os desafios são relevantes e as nossas competências estão alinhadas a eles, possivelmente alcançaremos resultados com mais fluidez e sem tanto esforço. E não confundam essa fluidez com falta de persistência e dedicação. Se a persistência e dedicação estiverem investidas nos projetos certos, os resultados serão exponenciais e você, ao contrário de se sentir esgotado, sentir-se-á renovado e empoderado para novos desafios.

A seguir, proponho uma sequência de questões que irão te inspirar a aprofundar os estudos sobre si mesmo:

  • Você investe tempo de qualidade em conhecer a si mesmo? 
  • Você busca conhecer e desenvolver seus pontos fortes?
  • Você busca ativamente feedbacks de desempenho, com real intenção de saber o que pode fazer para aprimorar suas habilidades e resultados?
  • Você é capaz de se autorreconhecer, ou precisa constantemente que os outros o elogiem para que se sinta seguro?
  • Você sabe quem ou o que te aborrece? E consegue compreender qual a sua responsabilidade em se sentir assim?
  • Você assume responsabilidade por suas escolhas e sentimentos, ou ainda se vê preso ao hábito de atribuir a culpa a outras pessoas e fatores externos?

O processo de autoinvestigação irá ajudá-lo a responder uma série de perguntas que ainda estão sem respostas. Mas não se preocupe tanto em chegar logo às respostas, pois o mais importante é a jornada. Invista em programas de autoconhecimento e/ou coaching individual. E se ainda não faz nenhum tipo de análise ou terapia, sugiro que comece o quanto antes. Ao contrário do que muitos pensam, não devemos procurar ajuda profissional apenas quando não estamos bem! Todos nós deveríamos ter um encontro semanal com alguém que possa nos ouvir sem julgamentos, fazer as perguntas certas e nos ajudar em nosso processo de autoinvestigação, o que em minha opinião é o caminho mais rápido para o alcance de uma vida mais próspera e abundância.

 

Texto escrito por Renata Aranega.

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